Confesso que escrevo só quando me sinto sozinha e com uma leve nostalgia interna. Dizem que os grandes poetas inspiravam-se nos momentos mais dolorosos de suas vidas. O que resta é apenas palavra, uma mesa, um lugar vazio de pessoas, mas cheios de inspirações. Acordar e olhar para o mundo escuro dentro desse ser estranho e volúvel é compreender que não se pode mudar algo já vindo de outras vidas. Cada um com sua personalidade. Outros sem absolutamente nada. Escrever liberta o mau hábito de só viver observando a maioria das pessoas fingindo ser alegres a todo instante. Desconfio da alegria constante. Tenho minhas tristezas e me sirvo muito bem delas... Durmo amando e acordo odiando. Quero muito algo ou alguém, mas não sei ate quando. Sou um ser de lua. Possuo faces complexas nas quais gosto de senti-las. Não sou explicável. Não tenho manual. E se quiser fazer parte da minha vida, seja você mesmo. Não queira impor regras. Mudar algo já mantido em cativeiro a séculos é lutar contra uma tempestade já vencida. Não sei nem mais aonde quero chegar com essas palavras confusas. Mas me entender não é algo fácil. E nem queira... Perda de tempo!
D. Bourguignon.
D. Bourguignon.
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